Se você achou que Charlie Sheen seria banido do mundo das séries, depois de ter aprontado (e falado) poucas e boas quando saiu de Two and a Half Men, está redondamente enganado. O ator já está de volta ao trabalho, desta vez na nova série da FX chamada Anger Management.
Baseada no filme de 2003 protagonizado por Adam Sandler e Jack Nicholson (que, no Brasil, recebeu o nome de Tratamento de Choque), a série mostrará Sheen como um terapeuta de controle da raiva que também já passou (e ainda tem problemas) em se controlar. Para deixar tudo mais complicado, ele é divorciado e convive com a filha de 13 anos, que está passando por uma das fases mais complicadas da adolescência.
Durante uma festa, após as coletivas de imprensa na TCA (Televisison Critics Association), Charlie Sheen falou mais sobre Anger Management, o ano conturbado e (ainda) sobre sua saída de Two And a Half Men.

De acordo com o TV Line, Sheen afirmou que os acontecimentos de 2011 aconteceram devido ao acúmulo dos 30 anos de carreira. Com cada vez mais pressão, o ator finalmente disse tudo aquilo que gostaria, e tudo de uma só ver. Portanto, isso criou um “tsunami de proporções bizarras”, conta.
Entretanto, Sheen não está mais “maluco”, palavra usada pelo próprio ator para descrever a si mesmo. Ele acredita que tudo o que aconteceu não passou de um “episódio” e que agora é uma pessoa diferente daquela antes. “Tudo está mais tranquilo, estou focado e mais ligado na realidade”, comenta o ator.
Sheen não queria que sua saída de Two and a Half Men fosse o legado final trazido por ele para a televisão, portanto entrou em um novo projeto. Segundo ele, não há nada contra aqueles que ficaram no passado, uma vez que todo mundo foi em frente e está feliz com isso.
“Dos dois milhões que ganhava, eu passei a receber 17 mil por semana (no filme de Roman Coppola), e nunca foi tão feliz. Não é sobre o dinheiro”, Charlie Sheen afirma. Nem por isso o ator deixou de processar a Warner e Chuck Lorre, recebendo alguns milhões de dólares em um acordo com valores não divulgados na imprensa.
Ainda sobre a antiga série, Sheen achou bizarro assistir ao seu próprio funeral na tela, mas para ele “está tudo morto e enterrado, não é mesmo?”. Para ele, a série com Ashton Kutcher é um programa diferente, nem melhor ou pior. A cena da urna e das cinzas derrubadas por Allan, por exemplo, é para o ator uma das melhores de todos os tempos.
Terapia para a raiva
Além do passado, Sheen também comentou sobre o futuro e presente com a nova série da FX. O ator diz que não precisou nem mesmo pesquisar para o papel, já que passou um ano em um tratamento para controle da sua raiva.
A série não terá piadas mais rasteiras, no estilo de Two and a Half Men, mas sim lidará com temas mais maduros, com questões que existem, de fato, no mundo real. O ator, em uma entrevista para o L. A. Times, conta que várias vezes acreditava estar a serviço da piada em sua antiga série, sem espaço para que as cenas engraçadas partissem das situações dos personagens.

Sobre o showrunner da série, Bruce Helford, Sheen não poderia se mostrar mais feliz. “Ver as minhas opiniões serem ouvidas é um conceito novo para mim. Faço isso há 30 anos e é bom finalmente estar em uma situação em que as pessoas com a qual trabalho estão animadas com aquilo que falo”, em mais uma declaração que tem destino certo como crítica para seu antigo chefe.
Anger Management terá 10 episódios produzidos e, caso atinja os seus objetivos, pode ficar no ar por vários anos. Enquanto isso, Sheen planeja diminuir as loucuras que o levaram aos tabloides durante o ano passado.


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